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Devorar o derrotado: a herança absurda das políticas do PCC

Na história do PCC, o que se vê repetidas vezes não é a batalha de ideias e sim a purga de pessoas. Alguém pode ser rotulado, eliminado, mas as políticas que criou continuam vivas sob um novo rosto.

Deng Xiaoping foi acusado por Mao de “seguir o caminho capitalista” e virou alvo de campanhas de massa. Mas, quando Mao morreu, foram exatamente as reformas graduais de Deng que salvaram o regime. Aquilo que antes era chamado de “rota capitalista” virou o remédio oficial para manter o sistema respirando.

A ideia de se aproximar dos Estados Unidos surgiu no fim da vida de Mao. Para conter a URSS, ele próprio abriu a porta com Washington. Hua Guofeng deu sequência a essa linha, mas logo foi empurrado para fora por Deng. O irônico é que, depois de derrubar Hua, Deng implementou de forma ainda mais radical a política de “trazer os EUA e depender do Ocidente”. O homem foi negado; a direção, mantida.

Após a queda de Bo Xilai, ele acabou transformado em exemplo negativo. Mesmo assim, seus métodos políticos não sumiram. Alguns anos depois, Xi Jinping guardou o repertório de “cantar o vermelho e golpear o negro” em sua caixa de ferramentas, apenas trocando a capa. Parece que Bo perdeu, mas na prática apenas mudaram os atores.

O aspecto mais absurdo é que a luta no PCC jamais gira em torno de “quem está certo”. Lemas, críticas e acusações são adereços da disputa. O que importa não é a ortodoxia, e sim quem elimina o rival e mantém o poder. Assim, uma política pode ser chamada de “veneno” hoje e celebrar-se como “elixir” amanhã. A lógica se molda à conveniência; a justificativa é pura retórica.

Dentro desse sistema, o derrotado nunca perde por completo. Seu corpo e seu nome são devorados, mas suas políticas continuam. A vitória do regime frequentemente se apoia justamente na herança dos vencidos — é aí que reside toda a sua bizarrice.

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